| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Pipridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Ilicurinae |
| Prum, 1992 | |
| Espécie: | I. militaris |
O tangarazinho é uma ave passeriforme da família Pipridae. Também conhecido como “saíra-licúria”, “estalador” (MG) e tangará-arco-íris (algumas regiões de SC).
Sobre a etimologia de Ilicura é que, o elemento formador Ilex (genitivo: ilicis) seria uma alusão à aparência da cauda do pássaro, cujas retrizes centrais pontiagudas são comparáveis aos espinhos das folhas de Ilex aquifolium, árvore aparentada à popular erva-mate Ilex paraguariensis (Straube, 2008).
O macho mede 12,5 cm e a fêmea, 11 cm, incluindo o prolongamento da cauda. Apresenta o típico dimorfismo sexual do gênero, com o macho possuindo 4 cores: branco, verde, preto e vermelho, em um padrão bastante marcante; a fêmea é verde-oliva nas partes superiores e cinza nos lados da cabeça e garganta, apresentando a cauda com prolongamento menor do que o do macho. Apresenta vocalização ou chamado em tom agudo, e frequenta áreas sombreadas à média e baixa altura da vegetação.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de frutinhas que engole inteiras (típico dos Pipridae) e pequenos insetos. Aprecia a Michelia champaca (Magnólia-amarela).
Faz o ninho em forma de taça, com 2 a 3 ovos. Apresenta display de acasalamento; onde o macho efetua uma dança diante da fêmea, e realiza um “vai-vem” de um galho a outro, lembrando o ato de costurar; o que lhe rendeu o nome regional no litoral sul de São Paulo, como “tangará-rendeira”.
Durante o display de acasalamento, e mesmo fora dele, Ilicura militaris emite surpreendentes sons com suas penas especiais em voos curtos. Os sons assemelham-se ao de passar-se com força e rapidamente, uma vareta numa grade de metal. — Marcos Massarioli 2009/03/27 11:35
Varia de incomum a localmente comum nos estratos inferior e médio de florestas úmidas e capoeiras altas. Vive normalmente solitário, sendo observado com maior freqüência alimentando-se em árvores frutíferas e arbustos, nas bordas das florestas.
Endêmica do Brasil, ocorre na Mata Atlântica desde o sul da Bahia até o sul de Santa Catarina (Sick, 1997), adentrando ainda nos limites do Cerrado no centro de Goiás (Kirwan, 2008).